O que é sexualidade?

Segundo Sigmund Freud, pai da psicanálise, “a sexualidade pode ser entendida como uma carga energética que se distribui pelo corpo de maneiras distintas”. Complicado?  

Vamos conhecer outras opiniões:

Segundo a Associação Mundial de Sexologia: “A sexualidade é parte integrante da personalidade de cada ser humano. Seu desenvolvimento depende da satisfação de necessidades humanas básicas tais como desejo de contato, intimidade, expressão emocional, prazer, ternura e amor…”.

Muitas pessoas acham que ao falar de sexualidade estamos falando de sexo, mas é importante entender que sexo se refere a definição dos órgão genitais, masculino ou feminino, ou também pode ser compreendido como uma relação sexual, enquanto que o conceito de sexualidade está ligado a tudo aquilo que somos capazes de sentir e expressar. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) (2001:8) lança um conceito de sexualidade muito interessante:

“A sexualidade é uma energia que nos motiva para encontrar amor, contacto, ternura e intimidade; ela integra-se no modo como sentimos, movemos, tocamos e somos tocados, é ser-se sensual e ao mesmo tempo ser-se sexual. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental”.

É muito comum pensar na sexualidade somente como sexo ou relação sexual, mas é importante lembrar que um não necessariamente precisa vir acompanhado do outro.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sexualidade_humana

http://www.adolescencia.org.br/site-pt-br/sexualidade

https://juventude.gov.pt/SaudeSexualidadeJuvenil/Sexualidade/NossoCorpo/Paginas/Afisiologiadasexualidade.aspx

A fisiologia da sexualidade

Os estudos sobre os processos da sexualidade têm ganhado importância ao longo dos últimos anos.

Para uma resposta sexual adequada, é necessário que exista uma boa harmonia entre fatores físicos, psíquicos, emocionais e afetivos. Aqui serão abordadas, sobretudo, as questões fisiológicas.

Para que o ato sexual aconteça é necessário que os órgãos sexuais sofram transformações profundas do seu estado de repouso, na forma e na função. Estas transformações não se limitam somente à área genital.

Fatores Físicos:

  • Fatores Vasculares (sistemas arterial e/ou venoso) – por exemplo, a ereção resulta da entrada de sangue nos corpos cavernosos do pênis, fazendo-o passar do estado de flacidez à ereção; também o aumento do tamanho do clitóris na mulher está relacionado com fenômenos vasculares; 
  • Fatores Neurológicos – por exemplo, os centros cerebrais enviam os impulsos necessários para que se desencadeiem as reações hormonais e o aumento do fluxo sanguíneo na pélvis;
  • Fatores Musculares – por exemplo, as contrações rítmicas e involuntárias que se manifestam na resposta sexual devem-se a alguns músculos que participam ativamente, quer na ereção ou na ejaculação no homem, quer na fase do orgasmo da mulher, onde se verifica uma contração mais forte dos músculos da vagina.  
  • Os fatores hormonais afetam com alguma intensidade o funcionamento de todo o corpo, despertando a excitação e o desejo sexual, ou seja, a vontade de ter relações, tanto no homem como na mulher.

É fácil compreender que qualquer alteração a um destes níveis pode comprometer a resposta sexual em ambos os sexos.

Por outro lado, o equilíbrio psicológico é fundamental: a ansiedade, a tensão, a depressão, problemas interpessoais, podem ser um “inimigo” para uma resposta sexual adequada.

Por que sexo é prazer? 

Porque o corpo humano todo tem terminações nervosas prazerosas ao toque que, quando estimuladas, são interpretadas como prazer no Sistema Nervoso Central. O sexo é prazer porque libera endorfinas, que dão sensação de bem-estar no corpo e ativam a circulação sanguínea. A genitália feminina e a masculina têm terminações nervosas que, quando tocadas, dão muito prazer sexual. A teoria é que o prazer sexual é uma recompensa tão agradável, que motiva o ser humano a se engajar no sexo e procriar. Se não existisse essa recompensa, talvez o ser humano não se interessasse por sexo e nossa espécie poderia ser extinta.

Fonte: “O que os adolescentes querem saber sobre sexualidade?” 99 perguntas – Lara LA, Arruda EP, página 24 

https://www.febrasgo.org.br/images/pec/19%20.%2099%20PERGUNTAS.pdf

https://juventude.gov.pt/SaudeSexualidadeJuvenil/Sexualidade/NossoCorpo/Paginas/Afisiologiadasexualidade.aspx

Sexualidade Saudável

A sexualidade é uma função biológica, tão natural quanto a alimentação e o sono. O modo como a pessoa se envolve na relação e a interferência de fatores físicos e/ou psíquicos, pode desencadear obstáculos produzindo experiências menos positivas.

Todos nós aceitamos que uma alimentação pouco cuidada, pressões, ansiedade ou mau humor são fatores que podem conduzir à falta de apetite muito embora o corpo esteja basicamente saudável. Temos mais dificuldade em perceber que esses mesmos fatores influenciam a relação com o outro e com a sexualidade.

Sabemos que se nos sentirmos bem, descontraídos, funcionamos naturalmente e conseguimos apreciar as coisas boas da vida. De modo semelhante,  ao permitir que a sexualidade se desenvolva de forma  natural e descontraidamente, os nossos corpos respondem adequadamente sem qualquer esforço consciente da nossa parte.

Quais os problemas que podem perturbar a vivência da sexualidade?

A falta de compreensão ou falta de informação sobre a sexualidade, não saber o que esperar ou o que fazer na relação sexual e/ou informação incorreta, baseada muitas vezes em crenças e preconceitos.

 As atitudes negativas face à sexualidade:

• ter medo de sentir dor durante a relação sexual;

• não ter confiança no método contraceptivo utilizado;

• não haver um conhecimento adequado acerca dos métodos contraceptivos;

• ter permanente receio de uma gravidez não desejada e de contágio de uma infeção sexualmente transmissível. 

Os problemas na relação podem afetar negativamente a sexualidade (se uma das partes se sente magoado ou desrespeitado, a intimidade vai ficar naturalmente prejudicada).

O álcool, os medicamentos e outras drogas, podem interferir negativamente na resposta sexual. A sua influência varia em função do tipo de substância, da sua quantidade e da frequência com que é consumida. A ingestão moderada de álcool, por exemplo, pode proporcionar descontração e relaxamento; em excesso, incapacita as pessoas para tarefas tão simples, como andar, até às tarefas que exigem mais atenção como conduzir.

Em relação ao sexo, pode ocorrer a perda de ereção no homem e a diminuição do desejo sexual na mulher.

O que fazer…

Falar sobre os desejos, angústias e dúvidas, é o primeiro passo para uma sexualidade saudável.  

Não gostar de partes do seu corpo, sentir-se pouco atraente, pouco confiante quanto aos teus atributos físicos, são preocupações muito frequentes nos jovens e podem refletir durante a intimidade não deixando que a relação aconteça naturalmente e proporcione experiências agradáveis.  

É preciso tempo para encontrar a intimidade e a expressão natural das sensações sexuais. Dêem a vocês próprios espaço para relaxar, para se descontraírem e usufruírem do momento.

O importante é ter uma atitude informada e positiva em relação à sexualidade.

https://juventude.gov.pt/SaudeSexualidadeJuvenil/Sexualidade/ProblemasSexualidade/Paginas/Osaud%C3%A1veleopatol%C3%B3gico.aspx

Comportamentos sexuais 

Quando o homem ou a mulher atinge a puberdade sente de forma acentuada a necessidade de obter satisfação sexual e sente-se fortemente atraído(a) por inúmeros estímulos sexuais, de acordo com os seus gostos e preferências pessoais. A satisfação destas necessidades expressa-se através de comportamentos sexuais.  

O fato das pessoas não vivenciarem as suas experiências sexuais da mesma forma, não significa que sejam anormais, antes pelo contrário, significa apenas que não existem duas pessoas iguais e que, portanto, também as diferenças existem no comportamento sexual.  

Importa realmente é que tente descobrir quais os comportamentos sexuais que são mais satisfatórios para você.

As Práticas Sexuais

Para que possa perceber e escolher os teus comportamentos sexuais, não dê atenção às informações e às mensagens que recebe através de revistas, internet, filmes, ou até mesmo que ouve dos teus amigos e amigas, pois nem sempre essas mensagens se “encaixam” nas tuas necessidades. 

Para entender o comportamento sexual individual é necessário ter em conta os processos implicados na sequência que vai desde o estímulo sexual até aos comportamentos da pessoa.  

Perante o mesmo estímulo cada pessoa vai processar esse fato de forma diferente devido às suas características físicas, aos seus afetos e à sua maneira de pensar e de sentir, dando origem consequentemente a comportamentos sexuais diferentes.

As tuas escolhas e/ou experiências podem ter significados diferentes para você e para um/a amigo/a teu, pois cada um vivência os afetos, as ligações, a atração, o desejo, etc., à sua maneira.

https://juventude.gov.pt/SaudeSexualidadeJuvenil/Sexualidade/ExpressoesSexualidade/Paginas/ADiversidade.aspx

Com qual idade se inicia as relações sexuais?

Com que idade a menina pode começar a ter relações sexuais? 

A menina não deveria ter a primeira relação sexual antes dos 16 anos! Ter relação abaixo dessa faixa etária oferece riscos para a saúde. Pode levar à depressão, arrependimento e há maior risco de ter doença do colo do útero, que pode se transformar em câncer.(3) É ainda pior caso a menina não use um método anticoncepcional, pois terá grande chance de ficar grávida. O mais recomendado é iniciar a vida sexual, se possível, depois dos 16 anos, sempre usando anticoncepcional e camisinha. A primeira relação sexual traz muitas novidades e dúvidas também. É melhor buscar ajuda e fazer perguntas ao médico!

Perder a virgindade muito novo pode ser prejudicial? 

A idade da primeira relação sexual (sexarca) tem implicações importantes para a saúde dos adolescentes. As meninas que iniciam relações sexuais com 12, 13 ou 14 anos têm mais risco de apresentar sintomas depressivos, autoestima rebaixada por distorção da autoimagem e arrependimento por ter tido relação com aquele parceiro. Muitas vezes, elas têm relação por pressão do parceiro ou por impulso, e por não ter sido escolha própria, há arrependimento, que pode trazer desilusão, tristeza e levar à depressão. Nessa idade as meninas ainda não usam um método anticoncepcional seguro, têm relações sexuais sem contracepção ou quando usam, o fazem de forma irregular. O resultado é uma gravidez precoce e sem planejamento, o que provoca perda de oportunidades na formação e na vida profissional por ter que dedicar-se ao filho. Com o amadurecimento, a mulher percebe o quanto a vida dela poderia ter sido diferente se não tivesse queimado etapas. Então podem aparecer os sintomas depressivos. Outro problema é que grande parte dessas adolescentes não utiliza camisinha na relação sexual. Além do risco de engravidar, elas têm mais risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis e apresentar lesões precursoras do câncer do colo uterino.

Então FICA A DICA: meninas não deveriam ter relação sexual antes dos 16 anos. Com essa idade já estão mais maduras e podem escolher ter relação ou não, e escolher a pessoa com quem querem ter a relação sexual. Os meninos que começam a vida sexual muito cedo também podem ter problemas. Se o menino ficar ansioso na hora da relação, pode ter ejaculação precoce ou perder a ereção e isso pode deixá-lo inseguro com seu desempenho na vida sexual por um período ou para sempre.

Há possibilidade de engravidar só com brincadeiras, sem penetrar o pênis na vagina? 

Sim. Mesmo que não haja penetração, se o homem ejacular (soltar o esperma) na entrada da vagina da mulher e este escoar para dentro da vagina, pode ocorrer a gravidez.

Há algum risco de engravidar com o líquido expelido antes da ejaculação? 

Sim, há risco de engravidar, pois este líquido passa pelo canal da uretra e pode conter espermatozoides. Por isso, é essencial usar a camisinha desde o início da relação para evitar gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis.

Pode-se contrair alguma doença pelo sexo oral? 

Sim, algumas infecções sexualmente transmissíveis também podem ser transmitidas via sexo oral, principalmente quando há alguma lesão na boca. O HPV e herpes podem ser transmitidos pelo simples contato com a pele. HIV/AIDS, clamídia, gonorreia, sífilis e hepatite podem ser transmitidas pelo contato com o sêmen, liquido pré-ejaculatório, e lubrificação vaginal.

 É possível engravidar na primeira vez?

Sim, se não for usado um método anticoncepcional, é possível engravidar na primeira relação sexual. Em toda relação sexual pode ocorrer a gravidez se não for usado nenhum método contraceptivo. A camisinha protege contra infecções sexualmente transmissíveis e deve ser usada mesmo que a menina esteja usando outro método como a pílula anticoncepcional ou injetável.

“O que os adolescentes querem saber sobre sexualidade?” 99 perguntas Lara LA, Arruda EP, páginas 12, 13, 15, 20, 22

https://www.febrasgo.org.br/images/pec/19%20.%2099%20PERGUNTAS.pdf

O que é orientação sexual?

Refere-se à capacidade de cada pessoa de ter uma profunda atração emocional, afetiva ou sexual por indivíduos de gênero diferente, do mesmo gênero ou de mais de um gênero, assim como ter relações íntimas e sexuais com essas pessoas. 

Basicamente, há três orientações sexuais preponderantes: pelo mesmo sexo/gênero (homossexualidade), pelo sexo/gênero oposto (heterossexualidade) ou pelos dois sexos/gêneros (bissexualidade). Estudos demonstram que as características da orientação sexual variam de pessoa a pessoa. 

Definição contida nos Princípios de Yogyakarta: Princípios sobre a aplicação da legislação internacional de direitos humanos em relação à orientação sexual e identidade de gênero. Yogyakarta, Indonésia, 2006, p. 7. O termo homossexual foi criado por um médico húngaro, Karoly Maria Kertbeny, em 1869. A partir de então, passou-se a designar como homossexuais as pessoas do mesmo sexo/gênero (homens e mulheres) que sentiam atração entre si. (In: Direitos Humanos e Contribuição à Cidadania Homossexual).

Atividade Sexual

A orientação sexual não está vinculada ao desempenho sexual com o(a) parceiro(a). 

A sexualidade, independentemente da orientação, envolve um conjunto de fatores emocionais, afetivos, sociais, históricos e biológicos que vão muito além do ato genital. Embora haja curiosidade do público em geral com a atividade sexual dos LGBT, é direito de todo cidadão preservar seu comportamento sexual. E a atividade sexual nada tem a ver com a orientação sexual ou identidade de gênero das pessoas e não pode ser relacionada a distúrbios comportamentais, como promiscuidade e pedofilia, por exemplo.

Fonte: “Manual de Comunicação LGBT” páginas 10, 22

https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/Manual-de-Comunica%C3%A7%C3%A3o-LGBT.pdf

Consulte um ginecologista regularmente.  Cuide-se e Previna-se.

Dra. Nadia Pavarini 

GINECOLOGISTA E OBSTETRA

Sou uma Especialista que oferece a TELEMEDICINA

Caso você prefira ser atendido em casa, agende uma consulta online e receba a orientação que precisa. 

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Agendamento: https://bit.ly/2UOnwnl

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