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Método Contraceptivo Hormonais Combinados.

O Contraceptivo Oral Combinado (COC), ou simplesmente pílula combinada, contém a combinação de dois hormônios, geralmente um estrogênio e um progestagênio. Ambos são sintéticos, que impedem a ovulação, modificam o muco cervical e tornam o endométrio inadequado para a subida dos espermatozoides. A nossa indicação é que você faça a escolha da pílula junto do ginecologista, pois só após uma análise minuciosa do seu histórico será possível indicar qual possui mais eficácia para seu corpo.

Reforçamos aqui uma afirmação da comunidade médica e científica: “não existe a melhor pílula”, existe a “pílula mais adequada para cada mulher”.

Posologia

De acordo com a opção escolhida, você deverá ingerir um comprimido diário durante 21 ou 24 dias, com intervalo de sete ou quatro dias. No caso das pílulas combinadas de uso contínuo, você precisará tomar um comprimido por dia, durante os 28 dias seguidos e, após o término da cartela, iniciar a cartela seguinte e tomá-la até o final, sem interrupção. A pausa será feita conforme determinação do médico.

Eficácia

Tem alta eficácia, por volta de 99%. Com a evolução das pílulas, o método passou a ser utilizado, também, no tratamento de sintomas como cólicas menstruais, sangramentos irregulares, TPM, endometriose, síndrome dos ovários policísticos, acne e aumento de pelos.

Estudos científicos indicam que a pílula anticoncepcional pode reduzir a incidência de câncer de ovário e de endométrio, doença benigna da mama, desenvolvimento de cistos ovarianos, artrite reumatoide, doença inflamatória pélvica (DIP) e anemia por deficiência de ferro.

Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns são: sangramento vaginal, náuseas, dor de cabeça, dor nas mamas, inchaço e alterações de humor.

Contraindicações

As pílulas combinadas, independente se o uso é cíclico (com pausa) ou contínuo (sem pausa), apresentam as mesmas contraindicações dos demais métodos hormonais combinados. Portanto, não devem ser usadas por mulheres com histórico de trombose venosa (trombose venosa profunda ou embolia pulmonar), trombose arterial (infarto do miocárdio ou derrame cerebral), hipertensão arterial, doenças do fígado, dores de cabeça (enxaqueca) com alterações neurológicas, tumores hormônio dependentes e diabetes com complicações, além de fumantes com idade acima de 35 anos.

Em relação aos métodos hormonais combinados, listamos as contraindicações que são válidas para, praticamente, todos os casos. Veja:

  • Mulheres fumantes com mais de 35 anos;
  • Histórico de ataque cardíaco (infarto do coração) ou derrame cerebral;
  • Histórico de coágulos em veias profundas nas pernas (trombose venosa), nos pulmões (embolia pulmonar) ou em outras partes do corpo;
  • Diagnóstico ou suspeita de câncer de mama ou do útero, cérvice ou vagina, ou outro tipo de câncer dependente de estrogênios;
  • Sangramento vaginal não esclarecido;
  • Hepatite (inflamação do fígado), icterícia durante a gravidez ou durante uso prévio de contraceptivos hormonais;
  • Insuficiência hepática e doença hepatocelular aguda ou crônica com função hepática anormal;
  • Tumor hepático (benigno ou maligno);
  • Gravidez suspeita ou confirmada;
  • Hipertensão arterial (pressão alta) com níveis persistentes de pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg ou pressão diastólica ≥ 90 mmHg;
  • Diabetes com complicações nos rins, olhos, nervos ou vasos sanguíneos;
  • Enxaquecas (dores de cabeça) com sintomas neurológicos;
  • Doença das válvulas do coração com complicações.

#VamosDecidirJuntos

Lembre-se: O mais importante é conversar com seu médico e seu parceiro e juntos escolherem o método mais indicado para seu perfil e momento de vida.

Agende uma consulta com a Dra. Nadia Pavarini

Fonte: Febrasgo, www.vamosdecidirjuntos.com.br, portal.anvisa.gov.br, contracepcao.org.br, sobrac.org.br, portalsaude.saude.gov.br, ibge.gov.br

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